segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Sou estudante de Pedagogia 4º período da Faculdade União de Araruama - FAC-UNILAGOS. Este espaço destina-se a refletir sobre o tema Oralidade Africana na Educação Fundamental, tendo como foco a  cultura africana e oralidade nos primeiros anos escolares, em que a educação é um mecanismo de mudanças na vida de um homem e a escola tem um papel relevante de promover o respeito para com todos em diferentes culturas.
Será postado, também, sugestões de literaturas relacionado ao tema, como um resumo e fotos da palestrante Sônia Monnerat Doutora em Letras com ênfase em Teoria da Literatura que foi realizado na Semana Acadêmica 2016 no dia 18/11 na Fac-Unilagos.
Portanto, espero contribuir através deste espaço para o que é  crucial, aprendizagem e os contos e histórias que povoam o universo infantil da oralidade africana.

Oralidade
É a transmissão oral dos conhecimentos armazenados na memória humana. Antes do surgimento da escrita, todos os conhecimentos eram transmitidos oralmente. Por muitos séculos o sistema oral, a oralidade, foi o principal meio de comunicação dos homens. A memória auditiva e visual eram os únicos recursos de que dispunham as culturas orais para o armazenamento e a transmissão do conhecimento às futuras gerações. A inteligência estava intimamente relacionada a memória. Os anciões eram os mais sábios, pelo conhecimento acumulado.
Em muitas culturas, a identidade do grupo estava sob guarda de contadores de histórias, cantores e outros tipos de arautos, que na prática eram autenticamente os portadores da memória da comunidade. Este é o caso do papel desempenhado na África Ocidental pelos griot, sendo o relato mais famoso o dos feitos do rei Sundiata Keita, soberano do Império Mali. Esse é um exemplo de que a oralidade apresentou papel principal na comunicação humana durante anos e estudiosos contemporâneos concordam com sua influência na estrutura do pensamento de sociedades letradas ainda hoje.
Na oralidade, a relação que estabelecemos com quem falamos é direta, traduzida em um processo de dialogação, que pode ainda contar com uma série de recursos extralinguísticos, como gestosexpressões faciaisentonaçãopostura, que facilitarão a transmissão de ideias, emoções e possibilitarão refazer a mensagem, caso esta não seja assimilada ou bem interpretada.

"Os Griots (griôs): contadores de história da África"

Chama-se griot (pronúncia: "griô") ou ainda jeli (ou djéli) um personagem importante na estrutura social da maioria dos países da África Ocidental, cuja função primordial é a de informar, educar e entreter.

Os griôs são bibliotecas vivas da tradição oral de vários povos africanos. É por meio da tradição oral que o griô transmite às novas gerações o que sabe, especialmente as criança.

Baseados na reflexão e análise da tradição oral africana vemos como a oralidade pode contribuir de forma marcante de expressão, comunicação e transmissão de valores e ensinamentos na Educação Fundamental. 

A tradição oral africana é caracterizada por uma grande diversidade de gêneros: contos, fábulas, mitos, provérbios, charadas, enigmas e canções. É na Educação Fundamental que podemos dar continuidade a essa tradição, oferecendo as crianças essa grande quantidade de gêneros.

A comunicação oral envolve vários elementos como mímicas faciais, posturas, gestualidade, olhares e performance corporal daqueles que estão em interação. Elementos estes que entram na composição da fala de acordo com as situações de interação. Por isso, o trabalho com a oralidade não pode desprezar a sua inter-relação com todo desenvolvimento humano e suas diferentes formas de expressão.

O importante é através da cultura oral, remontar a tradição africana do povo brasileiro através da narração e dramatização de contos e lendas africanas, das brincadeiras e dos jogos com palavras africanas que estão incorporadas no português do Brasil das canções, ritmos entre outros.

O desenvolvimento desse trabalho a criança pode ampliar seu repertório comunicativo e expressivo, bem como desenvolver a linguagem oral, propicia brincadeiras, roda de conversa e de história, a construção positiva da identidade cultural das crianças, retomada de vida e familiares, de suas raízes e ancestralidade.

Algumas sugestões de literatura africana

A fantasia e imaginação são elementos fundamentais para que as crianças desenvolvam uma relação entre as pessoas, sobre o eu e sobre o outro. No faz de conta, as crianças aprendem a agir em função da imagem de uma pessoa, de uma personagem, de um objeto e de uma situação que não estão imediatamente presente e perceptíveis para ela no momento e que evocam emoções e sentimentos vivenciados em outras circunstâncias. Os contos e as histórias povoam o universo infantil.

Baseados na reflexão e análise da tradição oral africana vemos como a oralidade pode contribuir de forma marcante de expressão, comunicação e transmissão de valores e ensinamentos na Educação Fundamental.

1 - As panquecas de Mama Panya (Mary e Rich Chamberlin 2005)

A história que se passa no Quênia fala sobre colaboração, solidariedade e amizade.
Ao sair com a mãe para comprar ingredientes para fazer panquecas (vikaimati), o menino convida amigos vai encontrando pelo caminho. A mãe fica preocupada, pois não tem como fazer panquecas suficientes para todos, já que possui apenas algumas moedas. Mas, para surpresa dela, é a ideia de colaboração que prevalece e possibilita um almoço mais do que suficiente para todos.

O livro traz um mapa situando o Quênia e mostra algumas de suas principais características. Mostra também como é um dia-a-dia no Quênia, alguns animais e plantas e umas palavras em kiswahili, uma das línguas locais. Ao final, uma receita de panqueca.
O livro é, portanto, rico em diferentes aspectos. Além da narrativa que costuma encantar e envolver crianças e adultos, seus complementos nos permitem ao leitor, situar-se um pouco mais.

2 -  Chuva de Manga (James Rumford 2005)
O Chade é um país que fica lá longe, no centro do continente africano. Seu povo vive uma realidade diferente e, ao mesmo tempo, próxima do nosso coração brasileiro. Há terras secas e alguns momentos de fertilidade, no solo árido — uma bênção da água que cai do céu. A leitura aproxima os povos. Por meio do dia a dia do
menino Tomás, os leitores poderão imaginar o que é esperar pela chuva, fazer um carrinho de lata e apreciar os frutos da terra generosa, que nos oferece a alegria de saborear e cheirar uma manga dourada.
A felicidade de um povo que tem tão pouco e valoriza tudo é uma lição de vida para todos. Agradável e poético, Chuva de Manga é, sobretudo, original.




3-Cheirinho de neném(Patricia Santana) 

O livro conta sobre a chegada de um irmãozinho na vida de uma menina. Que cheiros bons podem trazer este novo ser?
O texto escrito e as imagens contemplam bons sentimentos a partir da chegada da criança. Não há ciúmes. A menina vê pontos positivos em tudo! É o início de uma relação com cheiro de amor, respeito e cuidados.













Fonte: escreverbem.com.br/linguagem-oral-e-linguagem-escrita/
Fonte: www.infoescola.com/curiosidades/griot/
Fonte:http://sacudindoaescolaesuperandopreconceito.blogspot.com.br/p/dicas-de-leitura.html

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